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Gimp para design gráfico: Por que não?

Utilizo bastante e sou um divulgador de software livre. Minhas poucas contribuições foram mais com traduções (sempre que encontro um sistema que não tem uma versão em português, corro para traduzir). Uma coisa, porém, me tirava a paciência: fica uma lacuna na parte de criação gráfica.

Claro que já tinha ouvido falar do Gimp. É a primeira opção que se recomenda e se pensa em qualquer lugar, mas, será que ele é bom mesmo? Dá para fazer as mesmas coisas que “um Photoshop da vida”? Tentava e tentava utilizar, mas sempre me deparava com uma ou outra coisa que me impedia de afirmar: “O Gimp presta!”

Minha visão mudou. Por quê? Porque meu “método de avaliação” mudou. Estava tentando procurar no Gimp as ferramentas e formas de trabalhar que eu estava acostumado no Photoshop. Esqueci que o que eu queria avaliar, na verdade, era se o Gimp era capaz de ser a ferramenta ideal para design gráfico. E descobri que sim.

Estaria mentindo se dissesse que é um software completo. Não é. Coisas básicas ainda faltam (algumas delas já prometidas para a próxima versão) como:

  • Agrupamento de camadas (essa já é certeza sair na próxima versão)
  • Desenho vetorial (existe uma implementação de vetor, mas praticamente só para seleções)
  • Melhoria na ferramenta de Brush.
  • Suporte a CMYK (no meu caso, desenho praticamente para a Web, então isso não é ponto falho)

Apesar dessas pequenas faltas, digo que é possível sim fazer trabalhos bons utilizando o Gimp. E digo que hoje não sinto falta do Photoshop. Não há nada no Gimp que não consiga fazer. Nada que eu precise, ao menos.

Tive que entender que para fazer um quadrado ou um círculo, tenho que selecionar uma área e pintá-la, ao invés de clicar numa ferramenta de círculo e escolher a cor interna. Perceberam que o que muda é somente a maneira de se fazer as coisas? O resultado final e o esforço para atingi-lo são os mesmos.

Meu primeiro exemplo real e prático de um trabalho feito 100% utilizando o Gimp foi o site www.gogs.com.br. Nele fiz questão de nem abrir o Photoshop. Nenhum momento sequer, e, julgo eu (falando de meu filho) que ficou bem bonitinho. 😀

Para quem tem preguiça de acessar links de posts, segue abaixo um screenshot pequeno:

Screenshot do site www.gogs.com.br

Desculpem-me não ter sido muito específico, mas utilizo este artigo mais para incentivar você também a descobrir que se pode fazer com o Gimp tudo o que deseja, e com um tempo outras ferramentas não vão fazer tanta falta.

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Sincronizar Windows Mobile com o Linux

Num artigo anterior eu já havia descrito os passos de como sincronizar o Nokia 2630 com o Evolution. Como eu estava usando uma versão antiga do Ubuntu (8.04, se não me engano), alguns pacotes estavam diferentes, mas uns comentários no blog explicaram as mudanças.

Recentemente adquiri o HTC Touch com Windows Mobile 6.1 e imediatamente busquei formas de sincronizar com o Linux. Como já estava “treinado” pelas minhas tentativas anteriores com o 2630, não achei grandes dificuldades com esse Smartphone, pelo contrário, percebi que é até mais fácil.

Adicionando o repositório do SynCE

  • Certifique-se que tem algum usuário criado no Evolution (programa de e-mails padrão do GNOME). Se não tiver, basta abrir o programa pela primeira vez e seguir os passos. Não precisa configurar um e-mail válido com servidor e tudo mais, será necessário apenas o usuário.
  • Digite “sudo gedit /etc/apt/sources.list” e adicione a linha: “deb http://ppa.launchpad.net/synce/ubuntu jaunty main” (se for o caso da sua distribuição ser a Ubuntu Jaunty. Caso contrário, siga a seguinte lógica: “deb http://ppa.launchpad.net/synce/ubuntu VERSÃO main“. Salve e feche o arquivo.
  • Adicione a chave pública. Copie o texto abaixo criando um arquivo e salvando com o nome “synce.key” na sua área de trabalho.
-----BEGIN PGP PUBLIC KEY BLOCK-----
Version: SKS 1.1.0

mI0ESXQ6XAEEAOtHMAT/drqMvyLjUEZBXdhrZWH1JUnjp2jr/LrZlZiQTgb+KL0bEjh5fAvB
e1B1d0ewfRcosFiCLudk303yLv7SIB93YaM8u2k9/PhDtgRmoE379AzDWPAln5snZ8EnvN5u
FzOIoqVfptdMHQfHKr8ZNUMOI6r7Zh7iCFpg2JGVABEBAAG0F0xhdW5jaHBhZCBQUEEgZm9y
IFN5bkNFiLUEEwECACAFAkl0OlwCGwMGCwkIBwMCBBUCCAMEFgIDAQIeAQIXgAAKCRCxUvBC
0kbCXXaEA/dCubeqDKc6km37meBlXOkO9+AcZRh3zJLcbrFicze+Apdijue34MJxo+nlkwCI
Ayf2mHLbhD4+cKMzUp4n2ktKDf91dikcYmQyts17vN9wSM8RRNaKnZA0gQWSaNuDOJbkegQh
7tgpfzVHEvITL6dgsZcXz6zmUdrhC6nhHF4O
=Yrhm
-----END PGP PUBLIC KEY BLOCK-----
  • Importe a chave para o Synaptic: Sistema > Administração > Gerenciador de pacotes Synaptic > Configurações > Repositórios > Autenticação > Importar arquivo chave
  • Selecione o arquivo “synce.key” na área de trabalho e clique em “OK”.
  • Abra o terminal e digite: “sudo apt-get update

Até aqui você adicionou o repositório de arquivos do SynCE no seu sistema. O SynCE é o programa que fará a sincronização dos arquivos e dados do Windows Mobile com o Linux.

Acessando os arquivos do aparelho

  • Digite “sudo apt-get install synce-hal synce-gnomevfs synce-gvfs synce-trayicon librra-tools librapi2-tools synce-sync-engine” e reinicie o Nautilus (melhor reiniciar o sistema todo).
  • Conecte o Smartphone na entrada de USB.
  • Entre no Nautilus (gerenciador de arquivos do GNOME) e digite “synce:///” na barra de “Localização”. Uma unidade chamada “Mobile Device” será mapeada e lá você terá total acesso aos arquivos contidos no aparelho.

Sincronizando agenda e contatos com o Evolution

  • Digite “sudo apt-get install multisync-tools opensync-plugin-evolution opensync-plugin-synce multisync0.90
  • Conecte o Smartphone na entrada de USB. Um ícone de um smartphone irá aparecer ao lado do reloginho.
  • Clique com o botão direito no ícone do reloginho e selecione: Pocket PC > View device status
  • Crie um novo registro de dispositivo clicando em “Create” na aba “Partner”. Digite um nome e quais campos você deseja sincronizar com o Desktop.
  • Abra o Multisync clicando em: Aplicativos > Acessórios > Multisync-gui
  • Clique em “Adicionar” e dê um nome ao dispositivo (pode ser “celular”, “mobile”, “seu nome”)
  • Clique em “Editar”. Na janela que aparecer, clique em “Add member” e selecione “Plugin to syncronize with Windows Mobile 5 and later devices
  • Adicione um novo membro clicando novamente em “Add member” e selecionando “Evolution 2.x”
  • Feche a janela “Editar” e clique em “Atualizar”.

Pronto, agora você acabou de sincronizar os dados do celular com o computador. Se houver algum conflito de dados (alteração em alguma das partes) ele irá perguntar qual versão você quer que sobrescreva a outra. Sempre que quiser sincronziar, basta abrir o Multisync e clicar em atualizar.

E no Ubuntu 9.10 Karmic Koala?

Quando escrevi esse artigo estava utilizando o Ubuntu 9.04 e ele funcionou que é uma beleza, porém ao atualizar para o 9.10 notei (assim como os muitos colegas que o comentaram) que ele não funcionava. (O repositório do ppa launchpad já foi atualizado. Basta colocar “deb http://ppa.launchpad.net/synce/ubuntu karmic main” à lista de repositórios)

Em minhas diversas tentativas só encontrei (por enquanto) uma saída. Para realizá-la, já atualizei os pacotes na lista acima, então você pode seguir os mesmos passos descritos acima para a instalação dos pacotes. A lista de procedimentos acima está compatível com versões anteriores ao Karmic Koala e a ele. Haverá apenas um pacote adicional a ser instalado, que fará o gerenciamento de arquivos do seu celular. Infelizmente não consegui abrir pelo Nautilus:

  • No terminal, digite “sudo apt-get install gpe-filemanager
  • Após instalar, abra o programa “Aplicativos > Sistema > File Manager”
  • Digite “synce://” na barra de endereços. E pronto!

Para o sincronizmo, realize todas as etapas descritas em “Sincronizando agenda e contatos com o Evolution”, exceto a última, e então:

  • No terminal, digite “msynctool –listgroups“. Note que vai aparecer o nome do grupo criado no Multisync
  • Digite então “msynctool –sync NOME_DO_GRUPO“. E pronto!

Addictive Drums no Linux com DSSI-VST

Caixa do Addictive Drums
Addictive Drums

Há um tempo postei uma dica no blog Linux Vst Compatibility indicando os passos para instalar o Addictive Drums no Linux.

O Addictive Drums é um fantástico VSTi (instrumento virtual) de bateria que pode ser utilizado com um teclado ou pads de bateria eletrônica. Para mim é o drum kit mais convincente que encontrei, daí o meu esforço em consegui-lo fazer rodar no Linux.

Primeiramente você precisará ter o DSSI-VST instalado. Demonstrei os passos em outro artigo do meu blog: Compilando o DSSI-VST ou então baixando um pacote de instalação para o Ubuntu: Instalando o DSSI-VST facilmente com um .deb. Em seguida, complete os seguintes passos:

  • Instale o Addictive Drums completo.
  • Na pasta .wine/Program Files/XLN Audio/, entre em “Addictive Drums” e copie as pastas “Sound Data” e “Factory Presets” para algum lugar temporário.
  • Copie os arquivos “GUIData.xpak” e “Resources.xpak” para o mesmo lugar.
  • Copie o arquivo .wine/Program Files/VST Plugins/Addictive Drums.dll para o mesmo lugar.
  • Desinstale o Addictive Drums completo

…agora, baixe o Addictive Drums Demo no site da XLN Audio e…

  • Instale Addictive Drums Demo
  • Na pasta .wine/Program Files/XLN Audio/, entre em “Addictive Drums Demo” e apague (ou, se preferir, crie um backup antes, para então remover) as pastas “Sound Data” e “Factory Presets” e os arquivos “GUI Data.xpak” e “Resources.xpak”. Então substitua pelos arquivos que você havia salvado na pasta temporária anteriormente.
  • Substitua o arquivo “Addictive Drums.dll” na pasta “VST Plugins” também.
  • Execute o Addictive Drums no DSSI-VST digitando “vsthost Addictive Drums.dll” na shell.

Se não carregar nenhum preset assim que carregar, você precisará fazer isso manualmente. Clique na barra de preset (no topo, à esquerda) e escolha algum preset. É isso! Os arquivos da bateria irão ser carregados.

Fiz isso no meu Ubuntu 9.04 com o DSSI-VST 0.8.

Em inglês / In english

If you give (buy) the Addictive Drums (not demo), you will have problems to load in Linux. To solve this, I find a solution:

– Install the Addictive Drums full package

– In .wine/Program Files/XLN Audio/ path, go to “Addictive Drums” path and copy “Sound Data” and “Factory Presets” paths in a temporary place.

– Copy “GUIData.xpak” and “Resources.xpak” to same place

– Copy .wine/Program Files/VST Plugins/Addictive Drums.dll to same place.

– Unistall Addictive Drums full package.

now… download the Demo in XLN Audio site.

– Install the Addictive Drums Demo

– In .wine/Program Files/XLN Audio/ path, go to “Addictive Drums Demo” and remove (or create a backup and remove) the “Sound Data” and “Factory Presets” directories and “GUI Data.xpak” and “Resources.xpak” and replace to files in temporary place that you was saved.

– Replace the “Addictive Drums.dll” file in “VST Plugins” directory too.

– Run Addictive Drums in DSSI-VST using “vsthost Addictive Drums.dll”

If dont load a preset on startup, you need load manualy. Just click in preset bar (top, left) and choose a preset. Thats it! The drum files will be opened.

In my Ubuntu 9.04 with DSSI-VST 0.8 (compiled by me).

Sincronizando o Nokia 2630 com o Evolution

Há um tempo sou um dependente de minha agenda e calendário, mas sempre tive necessidade da integração, de poder ver meus compromissos não somente no trabalho, mas também em casa ou onde eu fosse.

Comecei usando o Google Calendar. Era ótimo na época: eu adicionava algum compromisso no trabalho e a noite eu via em casa, adicionava outros etc. Mas tinha um probleminha: eu nem sempre tinha um computador a mão.

Comprei então meu Palm Zire m150 (o primeiro handled da Palm da linha dos “baratos”) pela barganha de R$50, de um amigo. Minha principal motivação seria ter minha agenda onde quer que eu fosse. Consegui (depois de algum custo de tempo) sincronizar perfeitamente todos os dados do meu computadorzinho de mão com o Ubuntu da minha casa. Era lindo ver no fim do dia todos os dados que eu havia inserido no Palm aparecerem na tela, à minha frente, só clicando no campo da data, do lado do reloginho.

Estava perfeito, não fosse o detalhe chato de ter que carregar 2 aparelhos comigo para onde quer que eu fosse: um celular (claro) e agora um handled.

Como nunca tive muito dinheiro para comprar um SmartPhone, e também acho um pouco sem necessidade para a minha realidade, resolvi dar os meus pulos. Assim que meu Nokia 3220 faleceu (sim, simplesmente ele desligou do nada e nunca mais voltou), decidi comprar um celular acessível em relação a preço, mas principalmente compatível com minhas necessidades tecnológicas. Resumindo, deveria necessariamente ter Bluetooth, para que eu pudesse sincronizar com o computador.

Narro agora (depois de contextualizado) como consegui sincronizar meu Nokia 2630 com o calendário do Evolution.

………………………………………………………………………………

Primeiramente é preciso deixar claro: não se tratará bem de uma sincronização, já que, pelo visto, o 2630 não permitiu que eu “escrevesse” dados nele a partir do computador. Ele retorna uma mensagem de erro. O que consegui na verdade foi passar os dados do calendário do celular para o Evolution. Isso, para mim, supriu as necessidades, já que, com certeza, a maioria (e agora a totalidade) dos meus compromissos realmente são adicionadas na rua.

Vamos então aos passos.

  • Comprei primeiramente um Bluetooth USB Dongle para tornar meu PC comunicável com meu celular. Chegou em uma semana.
  • Instalei os pacotes que dão acesso ao Bluetooth no meu Ubuntu Linux.
    sudo apt-get install bluez-gnome
    A partir daqui eu já conseguia transferir arquivos do computador para o celular, e vice-e-versa. Já fiquei feliz.
  • O programa que fará a sincronização entre o celular e o evolution será o Multisync e o Opensync. Instalemo-nos então.
    sudo apt-get install libopensync0 opensyncutils msynctool mulstisync-qad
  • Instale agora os dois plugins que farão a comunicação entre o celular e o evolution (gnokii-plugin e o evo2sync, respectivamente). Pode ser que o gnokii-plugin não esteja no seu repositório oficial (como aqui em casa), então procure na internet, baixe e instale manualmente (vamos, é só clicar duas vezes e pedir para instalar).
    sudo apt-get install opensync-plugin-gnokii opensync-plugin-evolution
  • Agora você já está quase lá, vamos abrir o programa para configurá-lo.
    Aplicações > Acessórios > Multisync-quad
  • Clique em “adicionar” e insira um nome para a conexão (use a criatividade). Clique então em “editar”.
  • Adicione um “membro” (Add member) e escolha “Evolution 2.x”. Aplique, e adicione outro “membro”, agora o “Nokia (gnokii) Mobile device”.
  • Antes de configurá-lo corretamente, teremos que descobrir qual é o endereço do seu dispositivo. É um número que o computador irá reconhecer o celular. Para isso, coloque o Bluetooth Dongle numa entrada USB, veja o GNOME reconhecê-lo automaticamente. Ligue o Bluetooth do seu celular e, no terminal, digite o seguinte comando:
    hcitool scan
    Vai aparecer uns números e letras em pares, seguidos de dois pontos. Ao lado, o nome que você setou em seu celular. Copie esse código (sem o nome). O meu celular, por exemplo, foi o seguinte: 00:21:FC:B0:5D:C5
  • Vamos agora configurar. Volte para a janela do Multisync-qad. Clique em “gnokii-sync”. Aparecerá um conteúdo com a configuração. Antes de tudo, saiba de uma coisa (que nem eu sei o porquê): o Nokia 2630 na verdade não é reconhecido como esse modelo, mas como o 6510 (eu suponho que seja porque o fabricante utiliza a mesma “máquina” interna, mudando só a carcaça, sei lá… não fui atrás de motivos). Deixe a configuração então como abaixo:
    <config>
    <connection>bluetooth</connection>
    <port>ENDEREÇO DO SEU
    CELULAR</port>
    <model>6510</model>
    </config>

    Alterando a frase “ENDEREÇO DO SEU CELULAR” por aquele número encontrado com o procedimento que acabei de citar anteriormente.
  • Feche essa janela de configuração e clique em “atualizar”. Pronto! Aparecerá uma mensagem em seu celular e você verá os dados sendo sincronizados. Quando aparecer uma janela dizendo que há confitos de dados (se aparecer), marque sempre o “gnokii-sync” e dê OK. Significa que os dados do celular sempre prevalecerão ao do PC.
  • Por causa do fato que eu havia dito de que o celular não permite que o computador envie dados a ele (não sei porque), sempre ocorrerá uma mensagem de erro dizendo que um dos membros não permitiu escrita. Ignore. Saiba que o mais importante aconteceu: os dados do calendário do seu celular e a sua lista telefônica já estão sincronizados com o evolution. Contudo, esse sincronismo não abrange as “notas” e a “lista de atividades”.

Espero que essas informações tenham valido a pena para você. Para mim, foi o suficiente para aposentar meu Palm Zire. Anoto tudo no bom calendário de meu Nokia 2630 e todos os dias em casa, sincronizo com o computador.

Posso até ser assaltado e não corro o risco de perder meus contatos ou compromissos! hehe

Compilando o DSSI-VST

Se você tiver dificuldades de seguir os passos abaixo, eu compilei o dssi-vst0.8 e fiz um pacote .db para Ubuntu que pode ser encontrado aqui.

Bem, escrevo este artigo pois demorei um pouco a “descobrir” como realizar a compilação do DSSI-VST para Linux para rodar instrumentos virtuais VST via DSSI.

Há um tempo que migrei definitivamente do Windows para o Linux, mas sentia dificuldades para ter bons programas e instrumentos no meu novo sistema operacional. Resolvi isso com a descoberta do FluidSynth (que carrega SoundFonts) e o DSSI-VST (que carrega instrumentos VSTi). Ambos os instrumentos são carregados através do Rosegarden, que uso para seqüenciar.

Então, vamos ao que interessa.

No Ubuntu 8.04, instalei o DSSI-HOST-JACK, que tem a função de carregar os instrumentos DSSI.

# apt-get install dssi-host-jack

Em seguida, instalei o DSSI do FluidSynth para carregar os SoundFonts no Rosegarden.

# apt-get install fluidsynth-dssi

Agora veio a parte mais difícil: compilar o DSSI-VST (DSSI que com função de VST Host).

Para isso, instale antes o Wine, e tenha certeza que ele está funcionando.

# apt-get install wine

Acesse o site dos desenvolvedores do DSSI-VST (http://dssi.sourceforge.net/download.html) e clique em dssi-vst.

Faça o download da versão mais nova e descompacte.

Os dois parágrafos seguintes são dispensáveis, mas altamente recomendáveis.

Não precisa, mas, se quiser, baixe o VST SDK Header (original da Steinberg). Crie uma subpasta “vstsdk2.4” dentro da pasta onde foi descompactado o DSSI-VST e descompacte o VST SDK.

Se isso for feito, edite o arquivo “Makefile” da pasta do dssi-vst colocando um “#” no início da linha “CXXFLAGS    = -Ivestige -Wall -fPIC” e retirando o “#” da linha “#CXXFLAGS    = -I./vstsdk2.4/pluginterfaces/vst2.x -Wall -fPIC”. Salve.

Agora vamos resolver as dependências.

Instale o header do dssi, do wine, do liblo e do ALSA

# apt-get install dssi-dev wine-dev liblo0-dev libasound2-dev

Provavelmente você não tem o compilador gcc instalado, então instale.

# apt-get install gcc

Bem, depois de resolvidas todas as dependências, vamos compilar.

Através do terminal, acesse a pasta onde foi descompilado o DSSI-VST e digite “make”. Esse processo irá compilar o programa. Se der tudo ok, digite “make install” e pronto, você terá o DSSI-VST instalado!

Para carregar algum VST você pode simplesmente digitar (no terminal):

$ vsthost nomedovst.dll

Para carregar através do Rosegarden, crie uma pasta chamada “vst” (tudo minúsculo) no seu diretório home/voce (ex.: /home/voce/vst) e salve seus VSTis lá.

Pronto! Espero ter contribuído.

Bateria eletrônica


Olha… eu vou acabar lascando a minha perna todinha, tocando bateria nas coxas! hehehe… tem uma parte que nem cabelo tem mais, e essa semana apareceu uns ematomas enormes. “Foi a virada da música”. hehe
Bem, o que acontece é que pensei numa forma alternativa de treinar bateria. Imaginei criar uma bateria eletrônica, claro, ligada ao computador.
Acho que o principal desafio seria criar um mecanismo que servisse para detectar as batidas, porque tocar bateria no teclado, ninguém merece. Então, pensei em desmanchar um mouse ou um teclado… e desenvolver um programinha bem simples, que, dependendo da informação que entrava pela porta do teclado, por exemplo, ele tocava um som “X”.
Simplificando: eu destruo um teclado (antigo)… tiro algumas teclas “chaves”… na verdade, tiro todas, mas deixo apenas os conectores das necessárias para construir minha bateria. Vou tomar como exemplo o teclado numérico. Para cada número eu adotaria um som (que seria tocado através desse programinha de computador). Claro que os “kits” de bateria poderiam ser trocados por comandos simples.
Uma vez destruído o teclado, puxo os fios a partir das teclas determinadas e coloco em sensores de toque (como botões sensíveis)… acoplando eles a uma estrutura que pode ser de madeira ou metal, ou plástico.
O processo se assemelha muito ao outro projeto de criação de módulo de teclado a partir de VSTi, porém acredito que este aqui seja mais simples de fazer, até porque o programinha seria algo realmente simples (um player ativado por teclado).

Múdulo para teclado com instrumentos VSTi e SF2


Recentemente comprei um controlador MIDI para utilizar com meu computador para gravações simples que me pedem, ou simplesmente para me exercitar no piano. Acontece que vez por outra me chamam para tocar em outros lugares, e, apesar de ter um “teclado”, não posso levar para esses lugares, já que ele não tem som algum (é apenas um controlador).
Como utilizo intrumentos virtuais (principalmente VSTi e SF2), fiquei pensando numa possibilidade de levar esses intrumentos para onde eu for, junto com meu controlador. Dei uma pesquisada na internet e achei um tal de “Receptor”. Pronto! Era tudo o que eu precisava. Poderia colocar meus VSTi sem problema, e levar junto com o controlador. Mas, lendo um pouco mais sobre o produto, me espantei: O PREÇO ERA CARÍSSIMO! Coisa de $6.000!!!
Como não consigo me contentar com o fracasso (hehehe) passei a imaginar um módulo virtual criado a partir de uma máquina simples, rodando um sistema básico, simplesmente para rodar o VSTHost. Claro que pensei primeiro no Linux, por ser mais maleável… mas me deparei com o impecílio: VST só roda em Windows ou OSX (para rodar em Linux é uma onda!).
A idéia era pegar um computador antigo, retirar tudo o que não interessa (inclusive a placa de vídeo). Deixar só processador, memória, placa de som e um CD player (pra rodar o software), ou um HD pequeno (para rodar o software) e fazer dele um módulo midi.
Resumindo: construir um módulo a partir de uma máquina velha, com uma placa de som simples e um processador razoável, de forma compacta, para que eu leve a todos os lugares, junto com meu controlador.