Operar o cabelo

Julho 13, 2008

Você pode achar uma grande besteira. Na verdade, pode ser que seja uma grande besteira.

ODEIO CORTAR O CABELO!

Não sei explicar! Não é que eu tenha medo, mas tem algo que não me faz me sentir a vontade naquela cadeira de corte.

Costumo cortar o cabelo bem curto para evitar novos cortes em curto espaço de tempo, mas não tem como evitar, mais cedo ou mais tarde tenho que enfrentar aquele suplício.

Esta semana cortei meu cabelo após quatro meses. Antes disso havia demorado seis meses. Antes disso, um ano. Acredito que estou progredindo, ou talvez eu tenha tido uma ajudinha de uma certa pessoa fazendo pressão. hehe.

Aconteceu que, sentado naquele salão, me passou pela cabeça uma cabível comparação. Estava indo para um procedimento cirúrgico: iriam me remover os cabelos.

A preparação pré-operatória foi bem simples e necessária: a higienização da região a ser operada.

Logo depois me impuseram uma bata, como no hospital, e me fizeram sentar naquela cadeira macabra.

Após um curto interrogatório sobre as preferências de corte (ora, mas o profissional não era ele? Eu era apenas um mero paciente), começou a operação.

Tesouras. Máquinas. Lâminas. Cortes. Poucos minutos depois havia partes de mim por todos os lados. Olhei no espelho e me vi desfigurado, outra pessoa. Enfim tinha-se acabado.

No final, paguei ao doutor saí sem aquele peso na minha cabeça.


Palíndromos

Julho 9, 2008

Essa é uma postagem rápida, talvez só para “encher lingüiça”.

Desde pequeno eu aprendi uma frase que até hoje acho muito interessante e adoro dizer a pessoas que não a conhecem.

Trata-se de um dos mais fenomenais caso de palíndromo, pelo menos para mim.

A frase é: “Socorram-me, subi num ônibus em Marrocos”. Leiam de trás para frente e entenderão.

Quando era pequeno, descobri um software que invertia tudo o que se gravava. Gravei então essa frase, inverti e fiquei ouvindo por horas. O som era bastante engraçado, mas dava para entender que queria dizer a mesma coisa.

Após decorar a dicção do “sotaque” invertido, gravei novamente (agora com o tal sotaque) e inverti novamente, só para tentar ver se o som sairia como na primeira versão.

Coisas de davaneiador!


Promoção BR-Linux e Efetividade

Junho 25, 2008

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!
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Bateria de pé

Junho 25, 2008

Homem banda

Toco violão e, como muitos tocadores, tenho necessidade de um acompanhamento rítmico.

Para muitos, a solução é usar uma bateria eletrônica, ou um ritmo de teclado, ou até mesmo um playback, mas eu queria algo que eu pudesse realmente tocar com os pés enquanto toco violão.

Andei pesquisando na internet e achei alguns projetos parecidos com meu pensamento. Achei o Stompbox da Ellis Guitars uma boa iniciativa, mas só tem um timbre e achei meio fraco, sem impacto. Outra idéia muito boa e me pareceu bem versátil foi a Farmer Foot Drums, que tem uma ótima gama de timbres e é completamente acústica. Achei, porém “um trambolho” e nada barato.

Minha idéia seria meio que unir uma coisa com a outra.

No meu projeto, a bateria de pé teria basicamente dois timbres: bumbo e caixa. Soaria com algo parecido com um cajon, mas que pudesse ser tocado com os pés.

Andei testando no chão mesmo, enquanto tocava violão, e percebi que a melhor forma de fazer seria tocando o bumbo no calcanhar e a caixa com uma pisada com a parte de frente dos pés. Uma mini-bateria para cada pé, creio eu, seria o ideal.

Para que ela possa ser portátil, seria microfonada. Na verdade, o segredo está aí: o som do bumbo seria algo como uma “batida no microfone”, mas de um forma que gere um som grave. O da caixa seria um “tapa” numa madeira com uma esteira embaixo, para fazer o som de “crack”.

Quando tiver algo pronto, eu posto aqui.


Sonhar

Maio 29, 2008

Essa foi uma redação que fiz para o teste de seleção de meu trabalho. Tentei persuadir a empresa a me contratar através dele, mas depois descobri que o conteúdo não interessava muito, apenas a grafia.

Todos temos sonhos. Uns sonham com um futuro melhor, outros sonham com realizações pessoais, outros, porém, gostam de ver os sonhos dos outros realizados.

A vida se constitui de um misto de sentimentos e de acontecimentos que, a medida que vão ocorrendo, vão formando o caráter, a personalidade do indivíduo.

O que seria da vida sem os sonhos? Poderia viver em paz uma pessoa sem perspectivas? Sem anseios? Talvez seja correto afirmar que o ser humano difere-se dos animais exatamente por sua intensa capacidade de sonhar, mas acredito que vá muito além disso, o ser humano tem um dom maior: a capacidade de ir atrás da concretização de seus sonhos.

Acordar pela manhã, preparar-se para sair, tomar um bom café-da-manhã, sair de casa e enfrentar uma intensa jornada de trabalho pode ser cansativo para alguns, ou mesmo desestimulante. Talvez isso ocorra pois a pessoa não se encontrou no que faz, ou não se sente realizado em sua função. O trabalho, porém, dignifica o homem e, sem ele, o homem perde a sua capacidade de sonhar, de projetar-se no futuro.

A realização pessoal e profissional ou, como dizem, o “sucesso” são ideais de quase todos aqueles que podemos chamar de “sonhadores”. São aquelas pessoas que, ao ouvirem o despertador dão um sorriso e já começam a elencar que sonhos pretendem realizar naquele dia. Pessoas assim “sacaram” o lance da vida. Entenderam que viver se constitui de escolhas, de decisões, de passos.

Mas há um grupo de pessoas que tem um privilégio: o de ver os sonhos dos outros realizados e se empenhar no desenvolvimento pessoal destes. Pessoas assim já sofreram, já correram atrás de muita coisa na vida, já construiram muito e não conseguem ficar parados sem antes ver que todos ao seu redor também alcançaram uma realização. Pessoas assim constroem ONGs, instituições, grupos empresariais.

Aproveitar a vida de uma maneira que a vida dos outros possa ser melhor é um dom, uma dádiva que não pode ser desperdiçada.

Empregar uma pessoa numa grande empresa pode parecer tarefa simples, corriqueira, mas talvez só quem está sendo empregado é que percebe o quanto isso interfere em sua vida. Novos horizontes são abertos, novos sonhos são gerados. E os sonhos… bem, o que seria da vida sem os sonhos?


Compilando o DSSI-VST

Maio 27, 2008

Bem, escrevo este artigo pois demorei um pouco a “descobrir” como realizar a compilação do DSSI-VST para Linux para rodar instrumentos virtuais VST via DSSI.

Há um tempo que migrei definitivamente do Windows para o Linux, mas sentia dificuldades para ter bons programas e instrumentos no meu novo sistema operacional. Resolvi isso com a descoberta do FluidSynth (que carrega SoundFonts) e o DSSI-VST (que carrega instrumentos VSTi). Ambos os instrumentos são carregados através do Rosegarden, que uso para seqüenciar.

Então, vamos ao que interessa.

No Ubuntu 8.04, instalei o DSSI-HOST-JACK, que tem a função de carregar os instrumentos DSSI.

# apt-get install dssi-host-jack

Em seguida, instalei o DSSI do FluidSynth para carregar os SoundFonts no Rosegarden.

# apt-get install fluidsynth-dssi

Agora veio a parte mais difícil: compilar o DSSI-VST (DSSI que com função de VST Host).

Para isso, instale antes o Wine, e tenha certeza que ele está funcionando.

# apt-get install wine

Acesse o site dos desenvolvedores do DSSI-VST (http://dssi.sourceforge.net/download.html) e clique em dssi-vst.

Faça o download da versão mais nova e descompacte.

Os dois parágrafos seguintes são dispensáveis, mas altamente recomendáveis.

Não precisa, mas, se quiser, baixe o VST SDK Header (original da Steinberg). Crie uma subpasta “vstsdk2.4″ dentro da pasta onde foi descompactado o DSSI-VST e descompacte o VST SDK.

Se isso for feito, edite o arquivo “Makefile” da pasta do dssi-vst colocando um “#” no início da linha “CXXFLAGS    = -Ivestige -Wall -fPIC” e retirando o “#” da linha “#CXXFLAGS    = -I./vstsdk2.4/pluginterfaces/vst2.x -Wall -fPIC”. Salve.

Agora vamos resolver as dependências.

Instale o header do dssi, do wine, do liblo e do ALSA

# apt-get install dssi-dev wine-dev liblo0-dev libasound2-dev

Provavelmente você não tem o compilador gcc instalado, então instale.

# apt-get install gcc

Bem, depois de resolvidas todas as dependências, vamos compilar.

Através do terminal, acesse a pasta onde foi descompilado o DSSI-VST e digite “make”. Esse processo irá compilar o programa. Se der tudo ok, digite “make install” e pronto, você terá o DSSI-VST instalado!

Para carregar algum VST você pode simplesmente digitar (no terminal):

$ vsthost nomedovst.dll

Para carregar através do Rosegarden, crie uma pasta chamada “vst” (tudo minúsculo) no seu diretório home/voce (ex.: /home/voce/vst) e salve seus VSTis lá.

Pronto! Espero ter contribuído.


Esse é facil

Maio 5, 2008

Vocês devem estar achando “um saco” eu ficar colocando só posts de “erros de português”. Quer saber a verdade? Eu também! Confesso que estes são só para “encher lingüiça (com trema, por favor)” enquanto eu não escrevo nada mais interessante como um novo conto ou devaneios.

Peço perdão a todos, inclusive à minha irmã que veio reclamar que o blog tá ficando chato por conta disso.

Perdão!

(…)

Agora que estou perdoado… vai aí mais um erro. Não vou dizer onde ele está. Esse é facil!

Facil


Consciência pesada

Abril 28, 2008

Isso é Fantástico!

27 de abril de 2008. Rede Globo. Fantástico. Matéria que falava do desaparecimento do padre que tentou voar com balões.

Tranquila

Sinceramente, não sei qual a dificuldade que o povo tem em entender um trema. Acho mais complicado entender que “tranqüila” se escreva quase como “tequila”.

Talvez o pessoal da redação do Fantástico possa ter se precipitado quanto à reforma ortográfica proposta para esse ano. Mas lembrem-se: ainda não foi aprovado. Até lá, por favor utilizem o trema, para que nossos domingos sejam mais tranqüilos.


Ai meu cílio!

Abril 28, 2008

Essa doeu no cílio!

Fiquei tentando ver se o acento havia caído ou estava apagado, mas não. Simplesmente não existia.

Domicilio

Apesar da dúvida polêmica “em domicílio” / “a domicílio”, não é essa a questão. A questão é que “domicílio” é acentuado e pronto.


Trocando as bolas

Abril 26, 2008

Não quero ficar dizendo o que é certo ou errado, mas tem coisas que precisam ser ditas. No caso abaixo a pessoa só cometeu um equívoco: não estar atualizado. Desde a reforma ortográfica de 1971 que não se acentua palavras como “côr”, “êle” e “trôco”.

Trôco

O mais engraçado é que no adesivo de cima está escrito na forma correta, mas no de baixo está acentuado.

Vou deixar de falar deles. Pode ser que eles me dêem o trôco.